Apaguei a data de quase um mês atrás só pra tentar rabiscar qualquer coisa semelhante a um esboço. Um esboço do que deveria ser um texto digno. Ou até do que deveria - e provavelmente deve ser - um texto ridiculamente chamado catraca.
Catraca que liga dois ambientes, subconscientes que separam a alegria momentânea das mágoas mal lembradas.
Eu realmente sentia saudades do meu dicionário amplamente ilustrado, e dessas músicas incríveis com nexo contraditório.
Tudo bem, minha letra está terrível, com cara de férias expressando um certo congelamento nas extremidades. Deve estar um frio gostoso lá fora, mas pouco importa se eu estou do lado de dentro.
Mal posso crer, mas posso me envergonhar, que este caderno esteja tão mal preenchido. E principalmente, mal posso entender como tudo o que eu escrevo se torna tão mal escancarado, mal resumido e longe dos meus parâmetros de comparação.
Sempre fui uma pessoa de inúmeras tranqueiras, e isso facilmente reflete no papel.
O nada não existe. O tudo é pouco. E o perfeito, é insuficiente.
Pura estética, palavras aleatórias de impacto. Pouco importa...