domingo, 29 de março de 2009

Borboletas instatâneas

Você venceu, conseguiu o que queria. Congratulações!
Caprichei o meu ego durante todo o tempo em que foi possível. Eu não fazia idéia do que estava fazendo, mas tudo aquilo me fazia bem. Principalmente pelo fato de acontecer naturalmente, sem intenções escancaradas, ruidosas.
Tartarugas, parentescos, músicas e banjo. Por mais que eu estivesse apenas desviando meu consciente daquilo que meu subconsciente estava afundado, não posso negar interesse. E muito menos todos os pontos positivos que não param de subir na tela do computador.
E a cada aviso sonoro de mais um ponto computado, colheres de pó instantâneo foram acrescentadas, me remetendo a uma situação estranha, conhecida e distante.
Uma situação boa, renovadora, incentivadora. É como dormir num domingo e acordar numa sexta-feira. Sem dias ruins, sem segunda-feira.
Eu me jogo de cabeça, mas tento manter minhas mãos firmes na borda o suficiente para molhar meus cabelos sem perder o rumo. Nessas águas azuis, translúcidas. Aceito ficar submersa enquanto a temperatura estiver agradável, aceito deixar meu cabelo no cloro enquanto ele for em pó instantâneo.
Uma braçada por vez...

domingo, 22 de março de 2009

Venda

Tire a venda que cobre os seus olhos. A venda que te impede de enxergar o palpável. A venda chamada teimosia, burrice, insistência. A venda característica dos seres humanos.
Mas, porque é que você tem que querer sempre o que não pode ter? Saber essa resposta não é mais suficiente.
Você estaria sendo falsa se abrisse os olhos para o conveniente que não a satisfaz? Você estaria fazendo com os outros aquilo que lhe fazem e causa desapontamento?
Não. Você estaria usando a racionalidade, e um pouco do intelecto do seu ego. E fazer um agrado a si mesma, nunca é demais.

sábado, 21 de março de 2009

Tudo de bom

Aquele que nada espera, nunca se decepciona. E sinto muito, mas não consigo ser otimista. Não agora.
Certos detalhes me fazem agir como alguém que não quer abrir os olhos para o óbvio. E mais uma vez me prendi na incerteza enquanto algo mais palpável poderia ser conquistado.
Eu contive cada esperança, cada expectativa e cada vontade para que todas as palavras não fossem jorradas em vão. Mas, dessa vez não pude permitir que não afetasse meu humor, afinal, não havia mais pelo que esperar e eu não podia fazer exatamente nada para mudar isso.
Não é minha culpa, pelo menos diretamente, que eu sempre goste do que me parece errado. Enquanto soa certeiro, não atrái. Passou a conter erros, problemas, desvios, dificuldades? Agora sim!
Eu simplesmente não posso permitir que você faça comigo, o que outros estão fazendo com você. Claro que em seriedades completamente distintas, mas com princípios semelhantes.
Ahh, mas como as pessoas são perfeitas de longe. Tudo nela é tão incrível, inclusive cada defeito e cada erro. É como se tudo isso torna-se ela atraente. Eu e minha mania de querer captar cada detalhe, e ser semelhante...
Eu entendi os poucos olhares, que minhas lentes de contato fracas conseguiram enxergar, e entendi o cumprimento digno de maiores de trinta e cinco anos.
E diante tudo isso, eu quase percebo como você tem falta de tato para lhe dar com esse tipo de situação. E quase me deixo levar pela vontade de te ajudar, de captar e abraçar cada problema. Mas eu não posso.
Certas atitudes não coincidiram com o que eu gostaria de ver, mas eu quase agradeço. Por não ser o objeto de distração.
Tudo bem, eu vou dirigindo pra casa. Agasalhada, mas sentindo cada soprada do vento gelado oprimindo minhas lágrimas. Tudo bem, eu havia sido avisada e quis me arriscar. Tudo bem, me comprometo a viver a parte que me cabe, independente de ter dito demais. Tudo bem, eu ao menos tentei.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Menta ou qualquer coisa assim

Aquele que nada espera, nunca se decepciona. E apesar de eu atingir o extremo do drama, de fato não esperava mais nada. Não esperava por conformação, depois de quase me deixar vencer pelo sofá e pelo tédio caseiro. Mas, sempre carrego um lembrete que diz "Não deixe que ninguém seja responsável pelo seu humor", e eu não poderia mesmo deixar que algo que não chegou a existir me privasse de uma sexta-feira. Afinal, sexta-feira é sagrado.
Mas na chuva, na calçada, e na impaciência, comecei a me deixar perceber que eu esperava. E como esperava. Não sei ao certo se acreditava que tudo de fato seria resolvido, mas ao menos uma mudança de personalidade era o mínimo.
E uau. Eu não pronunciei ao menos um verbete em resposta à palavra mágica. Por surpresa? Não. Era porque no fundo, eu realmente esperava que isso fosse acontecer.
Agora penso que fui apressada em me levantar antes mesmo de reagir. Mas, ninguém ali estava indeciso sobre o que estava por vir, não era surpresa pra nenhum de nós.
Quando eu acho que estou acertando, no fundo estou errando mais um pouco. Erro quando me deixo levar pelo calor do momento e falo demais. Erro quando sinto necessidade de ser correta, e na vontade de ser bem vista pelos outros. Acabo por me explicar demais, acabo por me entregar demais, por ser transparente demais.
Mas, no fim, tudo compensa. E tudo que foi dito dissolve-se no ar por outras coisas mais fortes. Sempre assim.
Aquele que espera, pode se decepcionar. Mas, caso ocorra o contrário a euforia pode tornar-se ainda maior. Eu não sabia se estava agindo certo, se estava sendo o que nunca quis ser, ou se estava desagradando. Fiz o que tive vontade sem pensar em me reprimir. Fora de todas as condutas e linhas retilíneas uniformes.
Eu minto se disser que sabia que estava me precipitando, porque não, eu nem cheguei a pensar nisso. Só conseguia asismilar um histórico de erros, acertos, e o presente cheio de motivações. Eu estava radiante, mas me contive em transparecer nada mais que o normal.
O novo não assusta se você esperava por isso. E repito, eu esperava. Tanto que mal tive tempo de me sentir patética, ou idiota. Cada sorriso, e cada movimento incalculado foram fortes, o suficiente pra eu dormir leve.
E esperar mais...