sábado, 16 de maio de 2009

Rede

Não me condeno por tentar, afinal nunca me permito insistir no que não causa resultado. Não me culpo por pensar em possibilidades mirabolantes que justifiquem a falta de atenção. Não imaginei que existiriam pontos debitados mas, agora que vieram à tona: ótimo! Não espere reação, meus nervos não são de aço.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Luna

Às vezes, nada vale mais para o momento do que a superficial sensação de sentir-se um objeto. Como algo para ser balançado e treinado rumo a uma decoração. Saltos, pernas, sofás. Estar no lugar errado nem sempre é tão errado ou sem sentido assim.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Periélio

Leia cada uma das palavras dramáticas disponíveis, preste atenção a cada frase de impacto, ou composições desesperadamente sem sentido. Agora, esqueça tudo! Simplesmente desconsidere cada sentimento.
Afinal, em um certo momento eu sou tomada por um sentimento de sanidade, que me faz perceber o quanto a dramatização só causa mais dramatização.
É como pensar num outro âmbito comparativo, onde a vida lá fora é muito maior do que essa redoma clichê. Onde enquanto me afundo em detalhes massantes, a vida se desdobra, e contorcionismos muito maiores são feitos para simplesmente haver vida.
É quando eu percebo que todo esse desespero calculista em ter tudo claro, só ofusca mais a visão. Certos processos da vida foram feitos para acontecerem em partes, degrau por degrau até chegar ao topo. E tentar construir mecanismos que me levem do segundo degrau até o patamar em segundos, já não parece vantajoso.
Viver numa realidade restrita só traz mais atos restritos. Pra que conter vontades simples se no final o que vale são as suas conquistas, e não o que você "heroicamente" deixou de fazer?
Não digo que esses sentimentos sejam puramente fúteis e desnecessários. Afinal, a partir do momento que afeta tem a sua importância. Somos compostos de pequenas e grandes atitudes, com relevâncias sem qualquer equivalência. E como uma criança que sofre intensamente por um brinquedo quebrado, eu estou muito bem no meu direito de sofrer por um caso a parte.
Assim eu fico muito mais leve, muito mais centrada, e muito mais feliz. Pronta para encarar os outros problemas, com certeza muito maiores. E equilíbrio nas prioriedades desencadeia equilíbrio nos pequenos detalhes. E equilibrando os - não menos importantes - detalhes, eu encerro minha busca desesperada pelo o que me apegar.
Sem uma busca desesperada quem sabe eu pare de sonhar demais, e narrar acontecimentos utópicos para embalar meu sono diário. Logo, a necessidade de ter a que se apegar, agarrar-se e ligar freneticamente pode transferir-se a engajamentos mais lucrativos. Funciona como um ciclo eterno, onde a força centrípeta sempre irá atuar. Levando ao centro, ao equilíbrio.
O foco racional, e os pés no chão jamais me deixarão perder a base sentimental. Mas, podem me ajudar a observar cada translação que ocorrer.

Furta-cor

Durante o dia sou uma estudante perfeccionista, exigente, que não suporta ao menos ver a borracha suja.
Durante as tardes sou alguém que vê pouca televisão e escuta muita música.
Durantes as noites sou alguém com dores no pescoço, e que toma chá antes de dormir.
Durante o tempo todo sou uma pessoa sentimental, altruísta, levemente dramática e que pensa demais. Alguém que não sabe esperar e que tem mania de resolver tudo de maneira calculada. Alguém que defende e admira a natureza.
E quando ainda há tempo, escrevo. Escrevo porque me alivia, me acalma, e de fato me faz compreender melhor o que eu penso. É quando me encontro e estabeleço meu discernimento. Quando me apaixono e me sinto bem. Quando me mantenho viva!

sábado, 9 de maio de 2009

Elástico

Falta de ação passada já não me deixa em inércia por muito tempo. E eu odeio ferozmente ter que esperar. Eu tento, tento mesmo. Para não me sujeitar ao disparate de ter que ouvir que as chances não batem na porta de casa.
Não consegui ainda estabelecer um juízo se os seus retornos são bons ou não. A ausência certamente me frustaria mas, a presença me faz continuar a tentar. E tentar te entrega pontos, e você não pode pontuar mais que eu!
Novamente as esperanças são embrulhadas em um saco de veludo cor de vinho, e atirado sete metros a frente. Até lá eu vivo cada dia contendo impulsos, eu sei brincar de ser orgulhosa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Singles Ladies

Todas juntas e com as mãos para o alto.
Os planos raramente seguem à risca o esperado, e isso já não é mais novidade. Três transforma-se em trinta num piscar de olhos e até mesmo pequenas promessas deixam de serem cumpridas.
Não nego que a tentação foi forte, meus dedos hesitaram por cinco dias e conferiram freneticamente o visor do celular. Mas, tudo bem. Sou eu quem, de fato, saiu ganhando. Afinal de nada adianta cara feia se o que foi feito partiu de uma escolha própria.
O silêncio momentâneo levava à reflexão negativa mas, a ausência de borboletas evidencia a presença de um ego parcialmente satisfeito. Se você notar a naturalidade na indiferença, já me torna amante de mim mesma.

Há alguns anos eu jamais me imaginaria em tal situação, sem saber como falar e como agir. Há alguns anos eu jamais te imaginaria assim, tão...
Cada sorriso sincero e piada tímida pontavam lá dentro, e voltavam como pena e nostalgia por toda a proximidade que um dia existiu.
Nunca é tarde para recomeçar, em cada um dos possíveis significados.

Não sei porque tal nome ainda tem tanto balanço. Na verdade, não passa de uma burra insistência e um carinho voluntário.
Naturalidade na despreocupação é indispensável. Inclusive minha cretina mania de olhar por cima do ombro, bem nos olhos. As passadas de perna geralmente desviam atenção, e de fato, seria interessante servir de bom assunto.

Segurança trás sensação de poder. E poder agora é tudo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Crente

Após umas três horas de frio nos pés e mais umas duas de muita força e condicionador, volto ao meu estado normal. Por um instante eu cheguei a me esquecer de espalhar espuma na parte, até então, encoberta.
Após sustos e saudade explícita, reparei que aquele era um bom momento de manter contato. E cada segundo insano hesitando para pressionar ok são compensados pela agilidade e visível atenção.
Cada demonstração me prende mais ao nada, a essa confortável incerteza. Agora aguenta.