sexta-feira, 10 de abril de 2009

Peripécia

Somente um perfil que não se enquadra a você se preocuparia com blusas, mesmo após uma explosão que assustaria desprevinidos. Mas não, você cumpriu a promessa de uma outra conversa.
Juntei cada uma das evidências, e estou otimista. Basta esquecer os parâmetros que meu subconsciente suplica e me contentar com detalhes que tudo fica claro. Eu não posso exigir uma reação que eu mesma não teria, devo me lembrar a cada segundo que se você fosse sistematicamente programado para mim, não me seria suficiente.
Às vezes nós somos pegos pelo destino, e testados a tentar acertar uma maneira de decidir por si só. Às vezes os resultados demoram a aparecer, e no fim a gente erra pra acertar.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Explosão

Big.
Não me venha dizer que minha incrível mania de resolver tudo calculado é impulso. Já disse, cal-cu-la-do. Cada uma das palavras ditas, mediante permissão, já haviam sido repassadas mentalmente pelo menos uma vez. E não ouse pensar que a cena foi feita para divulgação e compreensão alheia. Se foi, não passa de uma consequência, porque o que eu fiz foi por mim mesma e mais ninguém.
Já não me preocupo com a possibilidade de ter me precipitado, e dito demais - afinal, eu sempre falo demais. Supri cada uma das minhas vontades e necessidades. Cada letra calhou para o momento, para o meu momento.
Aplausos, ou uma calorosa reação eu não esperava. Não conscientemente. Mas, tenho sempre que me lembrar que as vítimas nunca são perfeitamente certas para as minhas explosões. Não tenho do que reclamar, afinal ninguém se levantou do auditório antes do fim.
Agora sim eu posso tentar deixar as coisas acontecerem, mesmo que já tenha interfirido. Só não pense que a situação se inverte, porque no meu mundo não existem situações. Apenas uma realidade alterada por sentimentos inúteis. E nessa realidade você me ajudou a construir cada frase calculada, cada passo para a explosão.
Bang.

domingo, 5 de abril de 2009

Domingolaridade

Dai-me capacidade lógica e racionalidade. Dai-me menos dramatição, e mais aceitação. Dai-me uma lista com contatos falsos, pessoas podres e cheias de defeitos sociais aparentes. Dai-me.
Pessoas com defeitos não causam decepção, não te fazem esperar. Pessoas sem defeitos quando decepcionam, é pra cair do cavalo. Isso tudo não é pessimista, é racional.
E isso tudo não é pessimista, não é racional. É bipolar.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Quinze para as duas

Tenho horror a correntes, cordas, cadeados. Mas a leve idéia de fitas interligadas fizeram com que eu me sentisse ótima, mesmo que sentada numa mesa com estranhos. Como se todas aquelas silhuetas caminhando estivessem sentido a onda de energia positiva em volta de mim.
É claro que para o mundo todo eu não estava esperando por nada, afinal sou muito forte. Mas, no meu mundo eu sabia que se não tivesse retorno, teria outra coisa: decepção.
Mas, quando eu já estava criando meios de entender que aquele é um processo natural e que há vida lá fora, o visor tomou cor e luz. Nada de decepção.
Acho que sou uma boa atriz, não apelei para um tom afetado e palavras arrastadas. Como se tudo isso fosse muito natural no meu mundo. Claro.
Enquanto houver contato, haverá retorno. Enquanto houver retorno, haverá retorno.

domingo, 29 de março de 2009

Borboletas instatâneas

Você venceu, conseguiu o que queria. Congratulações!
Caprichei o meu ego durante todo o tempo em que foi possível. Eu não fazia idéia do que estava fazendo, mas tudo aquilo me fazia bem. Principalmente pelo fato de acontecer naturalmente, sem intenções escancaradas, ruidosas.
Tartarugas, parentescos, músicas e banjo. Por mais que eu estivesse apenas desviando meu consciente daquilo que meu subconsciente estava afundado, não posso negar interesse. E muito menos todos os pontos positivos que não param de subir na tela do computador.
E a cada aviso sonoro de mais um ponto computado, colheres de pó instantâneo foram acrescentadas, me remetendo a uma situação estranha, conhecida e distante.
Uma situação boa, renovadora, incentivadora. É como dormir num domingo e acordar numa sexta-feira. Sem dias ruins, sem segunda-feira.
Eu me jogo de cabeça, mas tento manter minhas mãos firmes na borda o suficiente para molhar meus cabelos sem perder o rumo. Nessas águas azuis, translúcidas. Aceito ficar submersa enquanto a temperatura estiver agradável, aceito deixar meu cabelo no cloro enquanto ele for em pó instantâneo.
Uma braçada por vez...

domingo, 22 de março de 2009

Venda

Tire a venda que cobre os seus olhos. A venda que te impede de enxergar o palpável. A venda chamada teimosia, burrice, insistência. A venda característica dos seres humanos.
Mas, porque é que você tem que querer sempre o que não pode ter? Saber essa resposta não é mais suficiente.
Você estaria sendo falsa se abrisse os olhos para o conveniente que não a satisfaz? Você estaria fazendo com os outros aquilo que lhe fazem e causa desapontamento?
Não. Você estaria usando a racionalidade, e um pouco do intelecto do seu ego. E fazer um agrado a si mesma, nunca é demais.

sábado, 21 de março de 2009

Tudo de bom

Aquele que nada espera, nunca se decepciona. E sinto muito, mas não consigo ser otimista. Não agora.
Certos detalhes me fazem agir como alguém que não quer abrir os olhos para o óbvio. E mais uma vez me prendi na incerteza enquanto algo mais palpável poderia ser conquistado.
Eu contive cada esperança, cada expectativa e cada vontade para que todas as palavras não fossem jorradas em vão. Mas, dessa vez não pude permitir que não afetasse meu humor, afinal, não havia mais pelo que esperar e eu não podia fazer exatamente nada para mudar isso.
Não é minha culpa, pelo menos diretamente, que eu sempre goste do que me parece errado. Enquanto soa certeiro, não atrái. Passou a conter erros, problemas, desvios, dificuldades? Agora sim!
Eu simplesmente não posso permitir que você faça comigo, o que outros estão fazendo com você. Claro que em seriedades completamente distintas, mas com princípios semelhantes.
Ahh, mas como as pessoas são perfeitas de longe. Tudo nela é tão incrível, inclusive cada defeito e cada erro. É como se tudo isso torna-se ela atraente. Eu e minha mania de querer captar cada detalhe, e ser semelhante...
Eu entendi os poucos olhares, que minhas lentes de contato fracas conseguiram enxergar, e entendi o cumprimento digno de maiores de trinta e cinco anos.
E diante tudo isso, eu quase percebo como você tem falta de tato para lhe dar com esse tipo de situação. E quase me deixo levar pela vontade de te ajudar, de captar e abraçar cada problema. Mas eu não posso.
Certas atitudes não coincidiram com o que eu gostaria de ver, mas eu quase agradeço. Por não ser o objeto de distração.
Tudo bem, eu vou dirigindo pra casa. Agasalhada, mas sentindo cada soprada do vento gelado oprimindo minhas lágrimas. Tudo bem, eu havia sido avisada e quis me arriscar. Tudo bem, me comprometo a viver a parte que me cabe, independente de ter dito demais. Tudo bem, eu ao menos tentei.