terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Stand By Me

Não dá nem pra acreditar. Finalmente o trauma do Workbook chegou ao fim. Apesar de todo o alívio de imaginar minhas terças e quintas-feiras livres, já posso perceber que sentirei muita falta.
Depois de cinco anos sofrendo o trauma de não poder dormir após o almoço, e o de contar minuciosamente as faltas anuais, no começo será estranho. Será como ter um buraco nesses dois dias da semana.
Não que eles não possam ser preenchidos com cochilos breves, seriados, e qualquer outra atividade convencional. Preencher duas tardes livres, não será meu problema. Será difícil me acostumar com a idéia de não compartilhar as aulas com as (desde esse ano) sete melhores companhias.
Melhores na hora de compartilhar o fim de semana, as fofocas, os problemas com a escola, os doces, as bolachas recheadas, e até mesmo as poucas lições que a gente fazia. Sem contar as respostas nas provas.
Irei sentir saudades, irei levar sempre vocês comigo. Stand By me.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Talvez eu devesse seguir os conselhos da minha mãe de dormir cedo pra descansar, ou os do meu pai para dormir cedo e aproveitar o dia. Afinal, com algumas excessões especiais, ficar acordada até tarde não tem me causado boas impressões, nem criado boas idéias. A negatividade tá poderosa! Pra notar isso, basta perceber o momento onde tudo o que eu escrevo fica recheado de expressões duvidosas e contraditórias.
Só pode ser o sono, não é possível! Claro, eu reconheço que pela milésima vez eu sonho mais do que deveria - essa frase poderia virar post fixo, mas tudo saiu perfeitamente nos conformes nesses últimos dias.
Eu só não consigo entender como é que meu psicológico consegue ser tão idiota assim. Pensei que psicológicos fossem inteligentes, e quem sabe racionais. Mas eu só posso crer que o meu é puramente sentimental.
Preciso negar até a morte, preciso negar até a morte. OK, eu sabia que isso ia acontecer.
E agora, José?

sábado, 13 de dezembro de 2008

Vinyl

Eu sonho mais do que deveria, está quase cientificamente comprovado. É por isso que vivo me frustrando sozinha e pensando que nada que está por vir será tão êxtasiante como aquilo que eu havia planejado em silêncio. Mas não é à toa que me falte expectativa quando todas as anteriores já haviam sido quebradas e substituídas por discursos corriqueiros sobre anos atrás e anos a frente.
Quem sabe repitir frases positivas e frenéticas colabore para que meu sono vá embora, junto com esse pseudo-desânimo. CREEEDO! Quem é que estava reclamando ontem por sentir uma louca vontade de vestir saltos? Tsc, tsc, tsc...
Vista-se para matar, mesmo que não mate. E pare de sentir e achar que fins de semana dignos de serem recordados precisem de companhias melhores do que aquelas que você imagina.
Ouviu, B?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mocha

Algumas explosões vêm para o bem. E trazem certo tipo de calmaria e silêncio após toda a confusão.
Esss dias foram todos tão idênticos que às vezes me confundo quando é que cada detalhe aconteceu, fico com a impressão de que esses cinco dias poderiam ser todos um só, com algumas horas a mais de duração. Ou até quem sabe somente com vinte e quatro horas mesmo... Afinal, teria dado tempo de sobra para que as coisas importantes da semana toda acontecessem.
É extremamente insatisfeito da minha parte reclamar de "barriga cheia", mas o que é que eu posso fazer quando sempre queremos mais? Vestir roupas semi-novas, aplicar maquiagem e pentear os cabelos não está sendo o suficiente quando o que eu gostaria é de estar vestindo saltos, quem sabe pronta para matar.
Sempre fico nostálgica, desesperada, e certo ponto desanimada nessa época do ano. É como se eu tivesse que fazer tudo correndo antes que o ano acabasse, como se o fato de eu ir viajar fosse determinante para que tudo que eu deixei para trás pegasse fogo, no bom sentido.
Mas, tá tudo bem. Tomar café gelado, falar das novas táticas, encontrar munícipes e dar umas risadas é sempre revigorante e válido, mesmo quando os planos foram bem mais sonhadores, maiores e ambiciosos que isso.
O pior ou melhor disso tudo é que eu não perco as esperanças. Além de ter dois dias do fim de semana pela frente, ainda tenho um ano inteirinho me esperando voltar de viagem...

Bipolar II

Se as mudanças não condizem, se as lágrimas confirmam, se racionalidade e o sentimentalismo assinam embaixo só posso crer que devo me ser cada dia com mais intesidade.
Tudo o que prometo volta contra mim pelo simples fato: o de que tentar não me ser não passa de uma traição ao que sempre fui, e até mesmo ao que gostaria de ser.
Bem ou mal, certas coisas nunca mudam. Se assim fui até hoje, possivelmente continuarei a ser.
Dormir. É sempre o melhor remédio.

Bipolar

Aquela porção toda de certezas, afirmações, lições e confiança sempre voltam com todo o peso das verdades quando são jogadas para o alto com entusiasmo. Nem todos os dias conseguem ser otimistas e felizes durante todo o tempo.
Principalmente quando tudo parece estar errado, e essas novas resoluções "sou uma pessoa nova" só apresentam características de uma máscara mal farçada para tampar com a peneira tudo que está errado.
Minhas baterias ficam cada vez mais gastas e fracas onde, segundo dizem, elas são recarregadas depois de um dia cansativo. E as baterias estão cada vez mais viciadas em decair, quando o que me cerca são vidas em precipício. Sem apresentar muitas chances de volta.
Aliás, mal sei onde se encontram as possibilidades de melhorias. Talvez elas realmente não existam e seja uma possibilidade de otimismo puro eu acreditar nelas. Nunca soube qual seria a solução para essa chuva de meteoros, a não ser a construção de barreiras.
Barreiras em todos os sentidos que você possa imaginar. Barreiras que custam dinheiro vivo, barreiras que destroem uma casa propriamente dita, barreiras que destroem uma casa propriamente não dita, barreiras que doem, barreiras que deixam marcas, barreiras.
Acima de todas as centenas de palavras que eu (talvez) desperdicei para tentar provar a mim mesma que sou uma pessoa nova, ainda há muito da "velha eu" aqui dentro. Os principais pontos que deveriam ter mudado permanecem intactos. O sentimentalismo mais que exagerado, a facilidade em me abalar com coisas idiotas, a vulnerabilidade assustadora, a falta acentuadíssima de orgulho, a quase obsessão, a falta de desapego, o ciúme, a preocupação com o que passa na cabeça de quem me assiste, e a preocupação em me lembrar de não ser nada disso.
Continuo sendo uma idiota que não sabe, e não parece que pode se adaptar, a jogos, frases feitas... E principalmente que não pára de se auto-iludir ao sonhar demais.
Não sei se é errado sonhar demais... Talvez não seja. O problema são as pessoas, sempre erradas, que eu crio fantasias ao redor. Nunca soube escolher decentemente os personagens das histórias que eu narro para mim mesma durante todos os momentos do dia em que estou sozinha. E essa parte é inteiramente verídica, sem figuras de linguagem.
Mas não pode ser possível que eu seja a única a cair nesse tipo de trapaça do dia-a-dia. Eu sinto e sei que todos são completamente (quase) opostos do que aparantam ser. Quando não estão em casa, não precisam estar necessariamente se divertindo... Podem estar fazendo obrigações domésticas, como podem estar reclamando pro teto sobre a discussão com os pais. Não sou só eu que possuo conflitos comigo mesma, com a vida e com a sociedade.
Não sei se seria certo eu jogar tudo para o alto - ou para baixo, na tentativa de impedir o retorno impulsionado na direção da minha cabeça -, e fazer todas as vontades puras e pequenas que eu sinto. Falar o que quero, fazer o que devo, e agir como sou. Seria errado eu ser e viver desse jeito? As consequências poderiam ser tão significantes ao ponto de eu me transformar no que sempre temi?
Não sei.
Se soubesse não teria torrado, ou melhor, chorado lágrimas perdidas por motivos inteiramente banais. Confesso, boa parte delas foram destinadas a motivos não-banais. TUDO BEM, confesso. Todas elas foram destinadas a motivos completamente, irremediavelmente, incrivelmente, inteiramente não-banais. Afinal, se não o fossem estaria chorando por que?
Dormir. É sempre o melhor remédio.

Sorte de hoje: Se o destino diz que você é um perdedor, pregue uma boa peça nele.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Good People

Conhece aquela história de que os exercícios físicos proporcionam prazer? É inteiramente estranho e contraditório eu assinar em baixo, mas caminhar entre as árvores não pode me levar a outro tipo de conclusão. A dor nos pés, a sensação de formigamento nos dedos e as panturrilhas em chamas perdem força para o bem-estar que é estar entre árvores altas, com raízes grossas e folhas verdes. Trilhada por boas músicas os pensamentos voam longe, e são em grande parte felizes. Chego até a esquecer como está abafado e como o céu está cinza, afinal ainda existem raios de sol às cinco da tarde.