terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Branco

Pra jogar War eu recebi os pinos brancos por, segundo disseram, serem da cor da yoga. Branco me lembra mais que isso pois me lembra, inclusive, o quão paciente, detalhista e simpática eu preciso ser. Três palavras brancas.
Uma caixa com pinos e pecinhas estranhas aliados a alguns dados, agora só preciso que o tabuleiro com as cartas desafiadoras sejam postos na mesa. Porém, antes mesmo do jogo começar já possuo minha carta com o objetivo. E desta vez a missão é bem mais simples do que derrotar o exército vermelho ou conquistar o Oriente Médio em sua totalidade.
Meu empenho depende da minha manipulação dos peões, mas não é independente da sorte com os dados. E pra essa parte eu sou otimista, até porque nesse jogo todos estão prontos para as marés de azar e principalmente prontos para se divertirem.
Confesso que jogar quando não se tem vontade é sempre uma tarefa pesarosa, mas minhas tardes quentes de férias não me trazem idéias melhores para ocupá-las a não ser aprimorar minhas táticas de blefe. Não passam de frases e atos iniciantes, até porque como já citei à ventura não pretendo me arriscar em jogos profissionais. É muito mais divertido e proveitoso quando se pode jogar no anonimato tendo o mesmo desempenho ao fim do jogo.
Levar o mérito não é a grande graça. Não por princípios que dizem que "o importante é competir"... Algumas vezes, confesso, adoto esse tipo de discurso consolador. Mas, pretendo chegar ao fim de meus objetivos e atingir a última casa do tabuleiro - se ela existir -, pronta para a nova rodada onde os desafiadores não sejam sempre repetições.
Assim, poderei usar como experiência e tática (além de outros benefícios ao ego) todas as jogadas onde eu consegui provar para mim mesma que sim, dá pra ser inteligente e perspicaz.
Alguns jogos arcaicos e primitivos onde eu sou obrigada a manter meu peão firme e forte, não são os melhores passatempos. E costumam destruir todos os bons pensamentos em relação a todo outro tipo de vida do lado de fora. Já fui mais paciente e compreensiva, mas nos dias atuais qualquer ato infrator em relação às regras do jogo que você utiliza para avançar casas me derrubam. E me fazem perceber que em alguns jogos as regras são manipuladas para que sempre haja o mesmo vencedor. Mas o que me fere e abala a estabilidade do meu peão com mais intensidade, é a maneira como você descarta e rouba cartas favoráveis para eliminar jogadores.
Preciso ser o pino branco, para tentar manter o equilíbrio e o tabuleiro sob controle.

Pimenta

Gabriella diz:
menina! que que você tomou?
Gabriella diz:
alguma poção?
Gabriella diz:
UAHSUAHSUAHSUAHSU
B. You Know I'm No Good diz:
ACHO QUE SIIIIIIM *-*


Algumas situações oportunas precisam ser aproveitadas. E eu preciso aprender a fazer rendê-las.
Mas, principalmente preciso voltar ao ponto onde preciso aprender a lembrar a não me preocupar demais com algumas circunstâncias, e todo aquele tipo de contradição que o sono me impede de digitar...
Às vezes é mel ao invés de pimenta, ou pimenta ao invés de mel.

domingo, 7 de dezembro de 2008

KiwiSuper

Domingo é domingo. Até mesmo os de férias tem cara de domingo, mas o que muda é que não sinto aquele terror pela segunda-feira... E olha, já é uma mudança enorme.
Estou um tanto quanto empenhada em algumas tarefas de férias. Tudo se resume em compras de novos artigos de decoração... Mas somente olhar a vitrine tem se tornado uma tarefa massante. E aos fins de semana, ainda mais em época de natal, as lojas tornaram-se lotadas. Fica complicado querer analisar cada peça com cuidado, cada quadro com atenção enquanto milhões de pessoas transitam na sua frente.
O único inconveniente de se aventurar a fazer compras é querer comprar o que você sabe que não precisa, e principalmente, o que não presta. Quadros que custam um preço consideravalmente alto, mas que não são de procedência tão fina e confiável...
Mas, não há quem não concorde que são os mais atrativos na hora de passar pelo caixa! É chato comprar artigos sérios, e que combinam com todas as tendências da moda. Por mais que o preço compense pela durabilidade, enjoa.
Mas, as lojas não ficam abertas de domingo até tarde... Afinal, domingo é domingo.

Maçã de biscoito

Eu sabia que não era frieza, era realidade. Quanto menos contato, melhor.
Até mesmo quando tá tudo girando em baixo dos meus pés a sensação era a mesma. Talvez, principalmente. Afinal mal pude sentir falta e cheguei a me esquecer de sua presença.
A instabilidade é desconfortável e me deixa inteiramente inquieta e temperamental. Mas quando funciona, ah, funciona. Viciei em fins de semana. Agora preciso que todos sejam incríveis. Principalmente com maçã de biscoito e sorvete de banana.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Tarja Preta

Nada pior que descobrir na sexta-feira que seu fim de semana está aparentemente arruinado. Ok, tudo bem. Eu disse que havia tomado uma postura otimista, agora tenho mais é que assumi-la principalmente nas situações em que tudo indica que não será muito possível.
Preciso lembrar de não me concentrar em temer por problemas futuros. Ou melhor, talvez seria melhor não lembrar em não me concentrar em ter problemas futuros. Ou talvez para isso seja melhor eu lembrar em não lembrar de precisar lembrar de não me concentrar em temer por problemas futuros.
Uau.
Tudo consiste nos momentos em que minha cabecinha fica sem ter no que pensar. Ou melhor, em que minha cabecinha pensa demais em pensar e em resolver tudo de uma maneira precisa, quadrada e cheia de critérios. Nesse quesito ainda há muito que aprender...
O dia certamente amanhecerá radiante, eu só espero não sentir muito sono e não estar mais tão doente. Sempre fico doente nas horas erradas... Se bem que pensando assim, conclui-se que todas as horas são erradas. Afinal, me diz quando é que eu não estou doente?
Estou praticamente em crise. Estava até agora a pouco sem saber o que escrever mas num surto de confronto pessoal meus dedos começaram a conseguir acompanhar meu raciocínio. Só resta saber se são meus dedos que estão completamente treinados e habilitados a serem eficientes, ou se são meus pensamentos que estão afetados pelo sono e pelo horário já meio tardio.
Ah, preciso de um curso de datilografia, se é que eles ainda existem. Não, não é porque eu acabei de constatar que meu sono está debilitando meus pensamentos, e sim porque o não uso de alguns dedos principalmente da mão esquerda andam me irritando profundamente.
Está vendo só? Eu até tenho no que pensar. O problema é que não consigo não pensar em certas situações, e devo confessar, em certas realizações. Ahh, vai me dizer que não foram realizações?
Fui vencida pela resistência - ou seria insistência?- do meu sono. O melhor a fazer no momento é me deitar, ler um livrinho e dormir pronta pra ter sonhos bons, de preferência não aqueles que me fazem ficar pensante e quase em crise o dia todo a beira de um surto psicótico. Além de exagerada, devo citar.
Tudo bem. Minha última revelação da noite será assumir que sim, eu espero ter essa noite sonhos tão bons quanto os da noite passada. Deixe que causem surtos, crises, contradições e textos gigantescos, afinal ver aquele sorriso, aquelas mãozinhas e aquelas poucas palavras me alimentam e me fazem querer viver esse fim de semana aparentemente arruinado.

sábado, 29 de novembro de 2008

Bom fim.

Um ótimo fim, eu diria. Não que tenha sido um bom nem ótimo fim, afinal não foi um fim. O senhor fim é que é um cara bacana (?).
Eu me concentrei em pedir coisas legais e inteligentes, mas não há como negar os pedidos feitos pelo subconsciente. Tanto que foi logo esse o primeiro da fila de realizações assim que fiquei com a fita na mão...

Celebration

Essa palavra pode soar exagerada, abusada e até ridícula. Mas tem um caimento incrível, ao meu ver, para as situações marcadas nesse dia.
Quem faz aniversário durante os dias úteis da semana só pode esperar que o fim de semana sirva de comemoração, por mais que tenha havido uma provisória. E mais do que fazer uma comemoração, houve uma celebração. Não só dos tais dezesseis anos de vida, mas propriamente dizendo de uma nova fase de vida.
Confesso que me envergonho um pouco ao lembrar, e principalmente, citar os bloqueios que me sujeitei no início do ano. Quando eu digo que mudei e as pessoas duvidam é porque elas simplesmente não podem sentir a diferença que eu sinto ao me ver sem as paredes que me enquadravam.
Quando a gente percebe que não há muitas escolhas e tem mais é que se arriscar, o campo de visão amplia, e se você souber aproveitar cada uma das situações você cresce. Como eu cresci.
É simplesmente pouco inteligente se deixar levar por modelos estipulados sabe-se lá por quem e impedir a si próprio de viver certas amizades e certos momentos. E quando eu digo que cresci, é porque aprendi que você não precisa ser exatamente como seus amigos e muito menos fazer o que eles fazem. Aceitação e personalidade são duas coisas que andam juntas e podem muito bem serem construídas juntas.
Decorrente disso em alguns pontos (alguns, não todos) eu mudei. Mudei porque cresci, cresci porque mudei. Pode soar confuso ou até mesmo com o mesmo significado, mas além de abrir meus horizontes para as pessoas ao meu redor eu abri os horizontes para mim mesma. Assim, aprendi a começar a me dar as oportunidades de viver e aproveitar como deve ser. Algumas formalidades ainda precisam ser abandonadas, mas nada como uma sexta-feira para servir de formatura.
E essa sexta-feira serviu para eu perceber cada uma dessas diferenças a qual me sujeitei, percebendo que sentirei falta de certas personalidades difíceis que foram importantes para que essa fase fosse alcançada.
Além do mais, serviu – e talvez principalmente – para eu provar somente para mim mesma que certas atitudes não condenam e não prejudicam, além de fazerem bem para uma tal de alto estima.
Ao mesmo tempo que trás benefícios faz com que eu perceba que definitivamente não estou pronta, e nem pretendo, sujeitar-me a algumas decorrências. Aliás, nem preciso.
Tenho completa certeza de que há quem critique e considere tudo isso influência e bla bla bla. Mas eu me sinto bem e acho que tudo isso é pouco, pequeno e até mesmo idiota para que exista explicações.
Claro, não poderia deixar de citar como o mundo dá voltas... Gosto tanto disso!
Ahh, aaaah. Depois da formatura, vem o colégio. E no colégio...