Um ótimo fim, eu diria. Não que tenha sido um bom nem ótimo fim, afinal não foi um fim. O senhor fim é que é um cara bacana (?).
Eu me concentrei em pedir coisas legais e inteligentes, mas não há como negar os pedidos feitos pelo subconsciente. Tanto que foi logo esse o primeiro da fila de realizações assim que fiquei com a fita na mão...
sábado, 29 de novembro de 2008
Celebration
Essa palavra pode soar exagerada, abusada e até ridícula. Mas tem um caimento incrível, ao meu ver, para as situações marcadas nesse dia.
Quem faz aniversário durante os dias úteis da semana só pode esperar que o fim de semana sirva de comemoração, por mais que tenha havido uma provisória. E mais do que fazer uma comemoração, houve uma celebração. Não só dos tais dezesseis anos de vida, mas propriamente dizendo de uma nova fase de vida.
Confesso que me envergonho um pouco ao lembrar, e principalmente, citar os bloqueios que me sujeitei no início do ano. Quando eu digo que mudei e as pessoas duvidam é porque elas simplesmente não podem sentir a diferença que eu sinto ao me ver sem as paredes que me enquadravam.
Quando a gente percebe que não há muitas escolhas e tem mais é que se arriscar, o campo de visão amplia, e se você souber aproveitar cada uma das situações você cresce. Como eu cresci.
É simplesmente pouco inteligente se deixar levar por modelos estipulados sabe-se lá por quem e impedir a si próprio de viver certas amizades e certos momentos. E quando eu digo que cresci, é porque aprendi que você não precisa ser exatamente como seus amigos e muito menos fazer o que eles fazem. Aceitação e personalidade são duas coisas que andam juntas e podem muito bem serem construídas juntas.
Decorrente disso em alguns pontos (alguns, não todos) eu mudei. Mudei porque cresci, cresci porque mudei. Pode soar confuso ou até mesmo com o mesmo significado, mas além de abrir meus horizontes para as pessoas ao meu redor eu abri os horizontes para mim mesma. Assim, aprendi a começar a me dar as oportunidades de viver e aproveitar como deve ser. Algumas formalidades ainda precisam ser abandonadas, mas nada como uma sexta-feira para servir de formatura.
E essa sexta-feira serviu para eu perceber cada uma dessas diferenças a qual me sujeitei, percebendo que sentirei falta de certas personalidades difíceis que foram importantes para que essa fase fosse alcançada.
Além do mais, serviu – e talvez principalmente – para eu provar somente para mim mesma que certas atitudes não condenam e não prejudicam, além de fazerem bem para uma tal de alto estima.
Ao mesmo tempo que trás benefícios faz com que eu perceba que definitivamente não estou pronta, e nem pretendo, sujeitar-me a algumas decorrências. Aliás, nem preciso.
Tenho completa certeza de que há quem critique e considere tudo isso influência e bla bla bla. Mas eu me sinto bem e acho que tudo isso é pouco, pequeno e até mesmo idiota para que exista explicações.
Claro, não poderia deixar de citar como o mundo dá voltas... Gosto tanto disso!
Ahh, aaaah. Depois da formatura, vem o colégio. E no colégio...
Quem faz aniversário durante os dias úteis da semana só pode esperar que o fim de semana sirva de comemoração, por mais que tenha havido uma provisória. E mais do que fazer uma comemoração, houve uma celebração. Não só dos tais dezesseis anos de vida, mas propriamente dizendo de uma nova fase de vida.
Confesso que me envergonho um pouco ao lembrar, e principalmente, citar os bloqueios que me sujeitei no início do ano. Quando eu digo que mudei e as pessoas duvidam é porque elas simplesmente não podem sentir a diferença que eu sinto ao me ver sem as paredes que me enquadravam.
Quando a gente percebe que não há muitas escolhas e tem mais é que se arriscar, o campo de visão amplia, e se você souber aproveitar cada uma das situações você cresce. Como eu cresci.
É simplesmente pouco inteligente se deixar levar por modelos estipulados sabe-se lá por quem e impedir a si próprio de viver certas amizades e certos momentos. E quando eu digo que cresci, é porque aprendi que você não precisa ser exatamente como seus amigos e muito menos fazer o que eles fazem. Aceitação e personalidade são duas coisas que andam juntas e podem muito bem serem construídas juntas.
Decorrente disso em alguns pontos (alguns, não todos) eu mudei. Mudei porque cresci, cresci porque mudei. Pode soar confuso ou até mesmo com o mesmo significado, mas além de abrir meus horizontes para as pessoas ao meu redor eu abri os horizontes para mim mesma. Assim, aprendi a começar a me dar as oportunidades de viver e aproveitar como deve ser. Algumas formalidades ainda precisam ser abandonadas, mas nada como uma sexta-feira para servir de formatura.
E essa sexta-feira serviu para eu perceber cada uma dessas diferenças a qual me sujeitei, percebendo que sentirei falta de certas personalidades difíceis que foram importantes para que essa fase fosse alcançada.
Além do mais, serviu – e talvez principalmente – para eu provar somente para mim mesma que certas atitudes não condenam e não prejudicam, além de fazerem bem para uma tal de alto estima.
Ao mesmo tempo que trás benefícios faz com que eu perceba que definitivamente não estou pronta, e nem pretendo, sujeitar-me a algumas decorrências. Aliás, nem preciso.
Tenho completa certeza de que há quem critique e considere tudo isso influência e bla bla bla. Mas eu me sinto bem e acho que tudo isso é pouco, pequeno e até mesmo idiota para que exista explicações.
Claro, não poderia deixar de citar como o mundo dá voltas... Gosto tanto disso!
Ahh, aaaah. Depois da formatura, vem o colégio. E no colégio...
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Encontro
É mais que comum ouvir alguém falar sobre o quanto as despedidas são tristes. Principalmente nos filmes românticos, lindos e chorosos as despedidas chegam a doer em quem assiste de tão sentimentais e sofridas que aparentam ser.
Mas eu particularmente nunca passei por situações de despedidas tão avassaladoras desse jeito. Nunca sofri mais que amigos na rodoviária e último dia de aula – que não chega a ser uma despedida propriamente dita.
Na verdade, minhas despedidas em rodoviárias são divididas em dois blocos. Um em que as lágrimas foram de premeditação e na segunda fase foram suspiros de alívio, e outro bloco onde as despedidas são marcadas com abraços e sorrisos. E é deste que eu gosto.
Não que eu goste e seja a coisa mais agradável do mundo ver uma grande amiga entrar num ônibus que irá, mais uma vez, nos separar com cinco horas de viagem. Mas nossas despedidas são sempre tão positivas e sem sofrimento, que chega a ser engraçado.
Tudo não passa, mais uma vez, de uma porção de otimismo. Não há motivos para eu me afundar em prantos quando eu sei que a distância será um detalhe, muitas vezes chato, mas pequeno. Esse tipo de despedida é um tanto quanto otimista pois me traz a sensação de que outros bons momentos estão por vir. Afinal, não há como a pessoa retornar e trazer um monte de alegria se primeiro ela não partir.
Como diz a música de Milton Nascimento: “O trem que chega/ é o mesmo trem da partida/ A hora do encontro/ é também despedida", e se eu preciso escolher entre duas dessas palavras, realmente escolherei encontro. Pois só ela pode resumir a positividade da despedida e a certeza de que nem mesmo uma situação melancólica pode afastar e impedir a alegria de voltar, ou melhor, de ter de volta.
Mas eu particularmente nunca passei por situações de despedidas tão avassaladoras desse jeito. Nunca sofri mais que amigos na rodoviária e último dia de aula – que não chega a ser uma despedida propriamente dita.
Na verdade, minhas despedidas em rodoviárias são divididas em dois blocos. Um em que as lágrimas foram de premeditação e na segunda fase foram suspiros de alívio, e outro bloco onde as despedidas são marcadas com abraços e sorrisos. E é deste que eu gosto.
Não que eu goste e seja a coisa mais agradável do mundo ver uma grande amiga entrar num ônibus que irá, mais uma vez, nos separar com cinco horas de viagem. Mas nossas despedidas são sempre tão positivas e sem sofrimento, que chega a ser engraçado.
Tudo não passa, mais uma vez, de uma porção de otimismo. Não há motivos para eu me afundar em prantos quando eu sei que a distância será um detalhe, muitas vezes chato, mas pequeno. Esse tipo de despedida é um tanto quanto otimista pois me traz a sensação de que outros bons momentos estão por vir. Afinal, não há como a pessoa retornar e trazer um monte de alegria se primeiro ela não partir.
Como diz a música de Milton Nascimento: “O trem que chega/ é o mesmo trem da partida/ A hora do encontro/ é também despedida", e se eu preciso escolher entre duas dessas palavras, realmente escolherei encontro. Pois só ela pode resumir a positividade da despedida e a certeza de que nem mesmo uma situação melancólica pode afastar e impedir a alegria de voltar, ou melhor, de ter de volta.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Cápsula do Tempo
E tudo começou na segunda-feira, quando num momento de pura falta do que fazer meu dedos no controle remoto direcionaram a televisão para o canal trinta. Entre algumas conversas dispersas e uns momentos de atenção, as imagens de One Tree Hill fizeram com que o silêncio permanecesse, e a partir daí surgisse a curiosidade.
Afinal o que de tão revelador havia sido registrado naquela cápsula do tempo para que tivesse vontade de violar as regras e deletar? Os extremos detalhes não me convêm no momento, mas só pra constar a tal personagem, que eu pra variar não me recordo do nome, havia revelado no vídeo gravado confidencialmente que era lésbica. E por outros motivos que desconheço, afinal estávamos conversando em todas as cenas anteriores, ela precisava desesperadamente deletar todos os fragmentos dessa revelação.
Além de contar com a ajuda do personagem a qual o nome começa com a letra “m” para arrombar o cofre que guardava as fitas, me lembro que houve choros, arrependimentos e confissões. Por fim eles caíram na tentação e acabaram vendo outros vídeos de outras pessoas, o que acabou desencadeando uma revelação generalizada dos vídeos. No que essa história toda deu, no final, confesso que não sei. Sabe, não demorou muito para que a gente começasse a tagarelar e desviasse completamente a atenção.
Mas de qualquer maneira, os poucos minutos em que demos completa atenção ao seriado, foram de total efeito para que o dia seguinte marcasse história.
Após todo aquele clima de fim de festa, com os presentes todos abertos e as cadeiras postas de volta em seus devidos lugares cumprimos o que havia sido combinado: gravar a nossa cápsula do tempo.
Marina Viabone de Antonio, Beatriz Viabone de Antonio e Gabriella Perez de Souza. Três meninas de, respectivamente, dezenove, dezesseis e quinze anos com minutos livres na frente de uma câmera sem qualquer outra pessoa por perto, dizendo suas vontades e suas realidades em 2008 e tentando imaginar como estarão em 2013.
Aparentemente tudo soou como uma simples brincadeira, mas não é que isso causa mais impacto do que aparenta? Não posso, não quero e nem devo tentar relembrar e citar tudo o que eu disse no meu vídeo que durou quase oito minutos, afinal fomos fieis nas regras usadas no seriado em não revelar aos outros quais foram as considerações citadas.
Mas não há como não pensar e não pincelar sobre o assunto. Como é difícil e estranha a sensação de se imaginar daqui a cinco anos. CINCO anos... É tempo demais! Todas as perspectivas e sentimentos podem me parecer muito infantis e pequenos, ou engraçados, ou ultrapassados.
É estranho mais levemente corriqueiro não conseguirmos ter noção de como será o futuro ou até mesmo os próximos dias que estão por vir. Mas é pra lá de assustador não conseguir ao menos deduzir como você mesmo será daqui a uns anos.
Apesar de todos os medos, sensações estranhas e choros (!) decorrentes da gravação desses três vídeos, vejo tudo isso como uma postura otimista. Otimista por acreditarmos nas nossas permanências em vida – isso soa um tanto quanto macabro, mas não deixa de ser verdade -, e principalmente na permanência de nossa união e amizade. É quase como um pacto de amizade e de consideração.
Afinal o que de tão revelador havia sido registrado naquela cápsula do tempo para que tivesse vontade de violar as regras e deletar? Os extremos detalhes não me convêm no momento, mas só pra constar a tal personagem, que eu pra variar não me recordo do nome, havia revelado no vídeo gravado confidencialmente que era lésbica. E por outros motivos que desconheço, afinal estávamos conversando em todas as cenas anteriores, ela precisava desesperadamente deletar todos os fragmentos dessa revelação.
Além de contar com a ajuda do personagem a qual o nome começa com a letra “m” para arrombar o cofre que guardava as fitas, me lembro que houve choros, arrependimentos e confissões. Por fim eles caíram na tentação e acabaram vendo outros vídeos de outras pessoas, o que acabou desencadeando uma revelação generalizada dos vídeos. No que essa história toda deu, no final, confesso que não sei. Sabe, não demorou muito para que a gente começasse a tagarelar e desviasse completamente a atenção.
Mas de qualquer maneira, os poucos minutos em que demos completa atenção ao seriado, foram de total efeito para que o dia seguinte marcasse história.
Após todo aquele clima de fim de festa, com os presentes todos abertos e as cadeiras postas de volta em seus devidos lugares cumprimos o que havia sido combinado: gravar a nossa cápsula do tempo.
Marina Viabone de Antonio, Beatriz Viabone de Antonio e Gabriella Perez de Souza. Três meninas de, respectivamente, dezenove, dezesseis e quinze anos com minutos livres na frente de uma câmera sem qualquer outra pessoa por perto, dizendo suas vontades e suas realidades em 2008 e tentando imaginar como estarão em 2013.
Aparentemente tudo soou como uma simples brincadeira, mas não é que isso causa mais impacto do que aparenta? Não posso, não quero e nem devo tentar relembrar e citar tudo o que eu disse no meu vídeo que durou quase oito minutos, afinal fomos fieis nas regras usadas no seriado em não revelar aos outros quais foram as considerações citadas.
Mas não há como não pensar e não pincelar sobre o assunto. Como é difícil e estranha a sensação de se imaginar daqui a cinco anos. CINCO anos... É tempo demais! Todas as perspectivas e sentimentos podem me parecer muito infantis e pequenos, ou engraçados, ou ultrapassados.
É estranho mais levemente corriqueiro não conseguirmos ter noção de como será o futuro ou até mesmo os próximos dias que estão por vir. Mas é pra lá de assustador não conseguir ao menos deduzir como você mesmo será daqui a uns anos.
Apesar de todos os medos, sensações estranhas e choros (!) decorrentes da gravação desses três vídeos, vejo tudo isso como uma postura otimista. Otimista por acreditarmos nas nossas permanências em vida – isso soa um tanto quanto macabro, mas não deixa de ser verdade -, e principalmente na permanência de nossa união e amizade. É quase como um pacto de amizade e de consideração.
LEMBRETE: ABRIR EM 25/11/2013
terça-feira, 25 de novembro de 2008
6teen
“Um ponto seeeeeeeeeeis!”, não foi a saudação mais calorosa da face da terra, mas já era de se esperar que esse seria o tipo de recepção que eu teria ao entrar pela cozinha no dia do meu aniversário.
Quer dizer, dizem por aí que era meu aniversário nesse dia... Porque até mesmo quando eu estive no meio de dois fortes abraços de parabéns não parecia que fazia um ano em que eu tinha completado quinze anos.
Mas não digo que por isso tive um aniversário ruim... Pelo contrário! Acredito que o fato de não parecer meu aniversário foi quase determinante para que eu tivesse uma terça-feira feliz. Afinal, o que se pode esperar para uma terça-feira de aniversário em meio a uma turbulenta semana de provas?
Eu só temi por me sentir mal pelo fato de estar tendo um dia banal para quem completa dezesseis anos. Mas, não passa de uma ilusão acreditar que tudo deve parar só porque faz mais um ano que você está vivo e cheio de saúde. A vida continua e o mundo não pára, até mesmo quando você está assoprando velhinhas.
Meu dia, inclusive, foi mais banal que o de costume. Como se não bastasse andar de ônibus e lavar alfaces ainda enfrentei crises contra o relógio e irritações de mãe via telefone.
Mas, novamente, acho que cada uma das banalidades foram importantes para que não fosse simplesmente um aniversário. E exatamente por isso eu devo confessar que me arrependi por ter feito um cochilo tão extenso...
Se tivesse sido simplesmente um aniversário eu provavelmente não teria tido uma metade de mim andando ao meu encalço o dia todo. E devo dizer que nada como ter um par de bochechas te seguindo pela casa!
Eu não teria tido uma comemoração tão pouco planejada e tão adequada para o que eu queria. E provavelmente não teria entrado em pânico ao me deparar com duas velas acesas esperando serem apagadas, e um bolo escrito “Parabéns” prontinho para ser cortado juntamente com o tal do pedido.
PEDIDO! Eu mal consigo me lembrar perfeitamente de qual foi o pedido que eu fiz ao cortar o primeiro pedaço de bolo debaixo para cima... Eu sempre planejava com antecedência qual pedido fazer, mas eu simplesmente havia me esquecido que não era mentira o fato de meu aniversário tger chegado, de novo.
Quando chega o fim da festa e os ponteiros do relógio indicam que falta muito pouco para você ter um dia além dos anos recém-completados bate aquela nostalgia de leve... Aquela impressão de que o dia seguinte não poderá ser tão bom quanto e de que tudo voltou ao normal.
Não quando você tem dois principais convidados debaixo de seu teto para te ajudar com os presentes e te dar os últimos parabéns num intervalo de um ano.
É estranho não conseguir entender como o meu aniversário passou e eu mal tive a percepção disso. A única explicação possivelmente aceitável é a de que alguns meses foram diretamente decisivos para que eu me transformasse e fizeram com que essa nova idade marcasse uma fase incrivelmente nova. As mudanças realmente caíram como uma luva nessa nova unidade a ser acrescentada nos anos de vida.
É como um marco onde posso dizer “Com quinze anos era assim... Com dezesseis já é assim!”. Ridiculamente, claro.
Agora que eu já tenho dezesseis e algumas horas é como se o dia vinte e cinco não tivesse passado propriamente dizendo, mas é como se eu já carregasse a positividade e as mudanças tão pouco notáveis.
Quer dizer, dizem por aí que era meu aniversário nesse dia... Porque até mesmo quando eu estive no meio de dois fortes abraços de parabéns não parecia que fazia um ano em que eu tinha completado quinze anos.
Mas não digo que por isso tive um aniversário ruim... Pelo contrário! Acredito que o fato de não parecer meu aniversário foi quase determinante para que eu tivesse uma terça-feira feliz. Afinal, o que se pode esperar para uma terça-feira de aniversário em meio a uma turbulenta semana de provas?
Eu só temi por me sentir mal pelo fato de estar tendo um dia banal para quem completa dezesseis anos. Mas, não passa de uma ilusão acreditar que tudo deve parar só porque faz mais um ano que você está vivo e cheio de saúde. A vida continua e o mundo não pára, até mesmo quando você está assoprando velhinhas.
Meu dia, inclusive, foi mais banal que o de costume. Como se não bastasse andar de ônibus e lavar alfaces ainda enfrentei crises contra o relógio e irritações de mãe via telefone.
Mas, novamente, acho que cada uma das banalidades foram importantes para que não fosse simplesmente um aniversário. E exatamente por isso eu devo confessar que me arrependi por ter feito um cochilo tão extenso...
Se tivesse sido simplesmente um aniversário eu provavelmente não teria tido uma metade de mim andando ao meu encalço o dia todo. E devo dizer que nada como ter um par de bochechas te seguindo pela casa!
Eu não teria tido uma comemoração tão pouco planejada e tão adequada para o que eu queria. E provavelmente não teria entrado em pânico ao me deparar com duas velas acesas esperando serem apagadas, e um bolo escrito “Parabéns” prontinho para ser cortado juntamente com o tal do pedido.
PEDIDO! Eu mal consigo me lembrar perfeitamente de qual foi o pedido que eu fiz ao cortar o primeiro pedaço de bolo debaixo para cima... Eu sempre planejava com antecedência qual pedido fazer, mas eu simplesmente havia me esquecido que não era mentira o fato de meu aniversário tger chegado, de novo.
Quando chega o fim da festa e os ponteiros do relógio indicam que falta muito pouco para você ter um dia além dos anos recém-completados bate aquela nostalgia de leve... Aquela impressão de que o dia seguinte não poderá ser tão bom quanto e de que tudo voltou ao normal.
Não quando você tem dois principais convidados debaixo de seu teto para te ajudar com os presentes e te dar os últimos parabéns num intervalo de um ano.
É estranho não conseguir entender como o meu aniversário passou e eu mal tive a percepção disso. A única explicação possivelmente aceitável é a de que alguns meses foram diretamente decisivos para que eu me transformasse e fizeram com que essa nova idade marcasse uma fase incrivelmente nova. As mudanças realmente caíram como uma luva nessa nova unidade a ser acrescentada nos anos de vida.
É como um marco onde posso dizer “Com quinze anos era assim... Com dezesseis já é assim!”. Ridiculamente, claro.
Agora que eu já tenho dezesseis e algumas horas é como se o dia vinte e cinco não tivesse passado propriamente dizendo, mas é como se eu já carregasse a positividade e as mudanças tão pouco notáveis.
domingo, 16 de novembro de 2008
Prova dos nove
Não adianta insistir em recolocar as cortinas onde estiveram antes de rasgarem se o vento está batendo forte. Ou elas despencam fracamente do varão ou suportam a pressão até desencadearem mais furos, inclusive em cima dos remendos já feitos.
Isso soa tão frio, mas acredito que a melhor solução seja evitar o contato.
Não seria assim tão pesaroso e cansativo se existisse compatibilidade no momento em que o ponto final foi supostamente posicionado. E por mais que o mundo dê voltas astronômicas e surpreendentes, hoje eu já não posso mais me situar em alguns meses atrás onde meus momentos de ócio eram preenchidos por outra situação.
Se eu ainda tenho tempo de sobra para ser fútil e me interessar por artigos de decoração, tenho mais do que direito de me deixar levar pelas cores e acessórios da moda.
Eu sei que não vai demorar muito pra eu cair do cavalo e todas as minhas sacolas de compras despencarem sobre a minha cabeça, mas apesar de eu ser indecisa em algumas coisas eu consigo ver com clareza quais são meus objetivos.
Eu apenas sinto muito por mesmo após tantas palavras ditas ainda haver tanta instabilidade e falta de senso. Eu somente gostaria de ganhar novos pares de óculos para poder enxergar o que você gesticula e ameaça balbuciar.
Mas algumas coisas nunca mudam. Você continua a querer fazer tudo passar meio despercebido quando eu estou pronta para dar minha cara à tapa e escutar tudo o que você sempre quis me dizer.
Eu apenas lamento por ter que interferir no que me pareceu criar raízes. No que poderia sobreviver e criar sustentabilidade quase como se nada tivesse acontecido. Quem sabe eu até poderia gostar da idéia de sentir o mundo girar embaixo dos meus pés.
Mas não mais. Não agora após a prova dos nove.
Isso soa tão frio, mas acredito que a melhor solução seja evitar o contato.
Não seria assim tão pesaroso e cansativo se existisse compatibilidade no momento em que o ponto final foi supostamente posicionado. E por mais que o mundo dê voltas astronômicas e surpreendentes, hoje eu já não posso mais me situar em alguns meses atrás onde meus momentos de ócio eram preenchidos por outra situação.
Se eu ainda tenho tempo de sobra para ser fútil e me interessar por artigos de decoração, tenho mais do que direito de me deixar levar pelas cores e acessórios da moda.
Eu sei que não vai demorar muito pra eu cair do cavalo e todas as minhas sacolas de compras despencarem sobre a minha cabeça, mas apesar de eu ser indecisa em algumas coisas eu consigo ver com clareza quais são meus objetivos.
Eu apenas sinto muito por mesmo após tantas palavras ditas ainda haver tanta instabilidade e falta de senso. Eu somente gostaria de ganhar novos pares de óculos para poder enxergar o que você gesticula e ameaça balbuciar.
Mas algumas coisas nunca mudam. Você continua a querer fazer tudo passar meio despercebido quando eu estou pronta para dar minha cara à tapa e escutar tudo o que você sempre quis me dizer.
Eu apenas lamento por ter que interferir no que me pareceu criar raízes. No que poderia sobreviver e criar sustentabilidade quase como se nada tivesse acontecido. Quem sabe eu até poderia gostar da idéia de sentir o mundo girar embaixo dos meus pés.
Mas não mais. Não agora após a prova dos nove.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Chita
Eu já tinha completa consciência de que minha decisão havia sido tomada a partir de critérios emocionais e racionais. Mas eu não sabia que isso poderia atingir níveis extremos ao ponto de perfurar a malha de tom pastel que compõe a cortina das janelas.
Eu não sei se isso é conseqüência de certeza demais, vontade demais, planos demais... Ou de desgaste demais. Na verdade todas as citações anteriores não passam de meras desculpas esfarrapadas pra fazer com que tudo tenha tido sentido. Afinal, somente um tecido desgastado pode apresentar furos tão rapidamente.
Ao mesmo tempo em que eu pareço estar cheia de segurança ao reproduzir essas palavras, um subconsciente defende pelo menos cinqüenta por cento do meu ser que reluta para sobreviver a essa nova postura de vida.
Por mais que a dúvida tenha pairado em alguns momentos eu também tive extremos de conforto e certeza, daqueles em que a gente quer sair correndo gritando pro mundo e, principalmente, mostrando pra quem tem que saber o que é que a gente está sentindo.
Na verdade, eu devo mesmo é assumir que foi impossível estar coberta de ambas as certezas em todos os momentos. Mesmo naqueles casos onde tudo é extremamente escancarado e demonstrado, sempre há um lado pra fraquejar...
Todas ou nenhuma das circunstâncias simplesmente fizeram com que eu passasse a enxergar certas coisas com outros olhos. Simplesmente não faz sentido eu juntar todas as minhas mobílias e ir para uma casa menor, restrita e nova quando eu ainda não pude mudar e desmudar a decoração da minha casa grande e muito bem arejada, onde todas as manhãs o sol entra radiante.
Tenho pilhas de calendários cheios de dias livres onde ainda posso ser fútil e um pouco infantil, ao ponto de sair atrás de quadros a venda. E pretendo sem medo comprar aqueles da qual meu netos ao menos me ouvirão contar, ou até mesmo aqueles em que ao observar de pertinho a primeira reação seja jogar para as traças no fundo do porão.
O tecido da cortina já recebeu alguns retalhos como emenda, e nesse momento está no cesto de roupas sujas esperando por uma boa lavagem com direito a sabão de coco. Enquanto isso, eu deixo as borboletas entrarem livres pela janela e mesmo que esteja chovendo me recuso a fechar as venezianas.
Não ligo se os respingos encharcarem meu vestido novo de chita. Porque ele faz com que eu me sinta livre para aproveitar cada uma das primaveras.
Eu não sei se isso é conseqüência de certeza demais, vontade demais, planos demais... Ou de desgaste demais. Na verdade todas as citações anteriores não passam de meras desculpas esfarrapadas pra fazer com que tudo tenha tido sentido. Afinal, somente um tecido desgastado pode apresentar furos tão rapidamente.
Ao mesmo tempo em que eu pareço estar cheia de segurança ao reproduzir essas palavras, um subconsciente defende pelo menos cinqüenta por cento do meu ser que reluta para sobreviver a essa nova postura de vida.
Por mais que a dúvida tenha pairado em alguns momentos eu também tive extremos de conforto e certeza, daqueles em que a gente quer sair correndo gritando pro mundo e, principalmente, mostrando pra quem tem que saber o que é que a gente está sentindo.
Na verdade, eu devo mesmo é assumir que foi impossível estar coberta de ambas as certezas em todos os momentos. Mesmo naqueles casos onde tudo é extremamente escancarado e demonstrado, sempre há um lado pra fraquejar...
Todas ou nenhuma das circunstâncias simplesmente fizeram com que eu passasse a enxergar certas coisas com outros olhos. Simplesmente não faz sentido eu juntar todas as minhas mobílias e ir para uma casa menor, restrita e nova quando eu ainda não pude mudar e desmudar a decoração da minha casa grande e muito bem arejada, onde todas as manhãs o sol entra radiante.
Tenho pilhas de calendários cheios de dias livres onde ainda posso ser fútil e um pouco infantil, ao ponto de sair atrás de quadros a venda. E pretendo sem medo comprar aqueles da qual meu netos ao menos me ouvirão contar, ou até mesmo aqueles em que ao observar de pertinho a primeira reação seja jogar para as traças no fundo do porão.
O tecido da cortina já recebeu alguns retalhos como emenda, e nesse momento está no cesto de roupas sujas esperando por uma boa lavagem com direito a sabão de coco. Enquanto isso, eu deixo as borboletas entrarem livres pela janela e mesmo que esteja chovendo me recuso a fechar as venezianas.
Não ligo se os respingos encharcarem meu vestido novo de chita. Porque ele faz com que eu me sinta livre para aproveitar cada uma das primaveras.
domingo, 9 de novembro de 2008
Goodnight
As expectativas nunca haviam sido muito fervorosas, comparando com os outros cem e tantos dias que estavam por vir. Mas, nada como olhar a contagem e constatar que faltavam apenas cinco, quatro, três, dois, um!
É só abrir os olhos que você se acha embaixo do chuveiro morno cantando e dançando como uma louca, músicas que você até então não agüentava mais escutar.
E não demorou nada para eu pular do estágio fervoroso pré-acontecimento para a fase "Meu Deus, a ficha não quer cair!".
Após cerca de três piscares de olhos o Maroon 5 já estava no palco e eu já estava cantando – ou seria gritando? – enquanto me sacudia numa dança completamente sem gênero, ritmo e definição.
Obviamente tudo sempre passa mais rápido do que a gente havia desejado, e o Goodnight foi trocado pelo Goodbye.
Uma contagem a menos. Porém, muitas lembranças a mais.
É só abrir os olhos que você se acha embaixo do chuveiro morno cantando e dançando como uma louca, músicas que você até então não agüentava mais escutar.
E não demorou nada para eu pular do estágio fervoroso pré-acontecimento para a fase "Meu Deus, a ficha não quer cair!".
Após cerca de três piscares de olhos o Maroon 5 já estava no palco e eu já estava cantando – ou seria gritando? – enquanto me sacudia numa dança completamente sem gênero, ritmo e definição.
Obviamente tudo sempre passa mais rápido do que a gente havia desejado, e o Goodnight foi trocado pelo Goodbye.
Uma contagem a menos. Porém, muitas lembranças a mais.
sábado, 1 de novembro de 2008
Turquesa
Mais que a brisa noturna. É uma brisa pura acompanhada pelo frescor de orvalho e cheiro de grama. Ou seria de barro? De qualquer forma... O inteiror tem um cheiro tão fresco, leve!
Mesmo que um vidro temperado me separe da imensidão que o céu lá fora esconde, dá pra sentir aquela sensação de conforto, de serenidade. É um pouco como aquela história da brisa leve e da forte ventania.
Incrível como a ausência de luz no céu, ou a presença invertida dela, faz com que eu sinta esse poder maleável. Só de imaginar meus pelos e poros todos arrepiados em contato com o ventinho noturno já me sinto vulnerável, mas de uma maneira positiva.
Vulnerável pra viver a vida, e cada um dos detalhes de cada uma das histórias. Principalmente daquelas que eu mal tenho consciência de que começarei a viver.
Dá uma vontade de largar toda a poluição, arranha-céus, e turbulência só pra sentir a sensação de ter do lado de fora de casa, todos os dias, aquele pasto umidecido que enquanto amedronta, convida. Convida pra viver a liberdade, e a naturalidade.
Não sei se a cor do céu está realmente turquesa, mas ele me pareceu naturalmente claro o bastante pra ser um azul marinho...
Assinar:
Postagens (Atom)