domingo, 19 de outubro de 2008

Metade

Agora há pouco eu estava andando de carro com a janela abertíssima sentindo aquele ventinho fresco enquanto olhava o céu escuro. E não coincidentemente me lembrei de que uma de nossas primeiras conversas foi sobre como essa brisa fresquinha ao som de Los Hermanos é brisante (palavra que até então você desconhecia).
E meu coração bateu apertado quando eu lembrei de uma noite não muito quente de janeiro, onde nós estávamos deitadas na cama elástica olhando o céu, que para mim costuma ser sem estrelas.
Mas a saudade começou a palpitar quando lembrei de que nessa mesma noite, momentos depois você me deu a estrela que mais brilhava no céu. Não coincidentemente, de novo, eu só posso ver a estrela que me pertence quando estou aí, perto de você.
Mas, não preciso estar perto pra estar com você. Acredite quando eu disser que você é a minha vida!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Relento

O dia será muito quente. Aliás, não só o dia, mas a semana provavelmente me fará agradecer por não morar em Cuiabá.
E coincidentemente, ou não, a primavera realmente chegou. Já não há mais aquele ar leve e fresco em cada uma das noites em que antes de vagar pelos próprios devaneios era preciso vestir, no mínimo, um moletom fino.
Mas as noites quentes e abafadas trazem uma brisa fresquinha que passa despercebida mas que é considerável o bastante para causar arrepios e proporcionar serenidade.
Finalmente assumo que dias cinzas e pesados não combinam com cachecóis e que esse contexto já não condiz com meu guarda-roupa.
E isso me faz imaginar que ao invés de caminhar vestindo diversas camadas de blusas e capas, um simples vestido faria com que o som dos meus pés pelo asfalto soasse alto mas leve, sem permitir impacto porém sem criar asas.
A cada semana as repórteres anunciam uma temperatura diferente e dão uma previsão variada para o fim de semana, e só me resta por e tirar meus casacos do armário. E mesmo que isso aconteça, eu admito que a sensação de me sentir dentro de uma regata branca reluzente é além de confortável um sussurro de otimismo.

Dig

Logo de início palavras são desnecessárias para descompactar o arquivo de memória. Aliás, não há nada mais adequado do que a falta delas para que um sorriso escape pelo canto.
Lembro-me da contagem de tempo, da ordem sincronizada de cada um dos passos e até mesmo da respiração acelerada competindo com o coração.
Pelo reflexo posso ver a foto que abriu as portas e carrega sentimentos que representam uma fase considerável. Hoje, ela não fecha as portas... Somente faz com que ao penetrar neste cômodo eu me lembre de cada uma das sensações e seja preenchida com nostalgia.
Cada personagem e pensamento bobo, hoje, só podem me fazer sorrir sem me arrepender de nada. Foi de fato o meio termo da porta giratória.
Não sei se atingi o cômodo ao lado por completo mas ao menos sei que cada passo bem equilibrado e cuidadoso fizeram com que as inúmeras camadas de tecido transbordassem realização.
Um dos marcos iniciais do primeiro degrau carrega um símbolo do passado, presente e futuro. Mesmo que incompleto ele é grande o suficiente e não tão objetivo como parece ser.
Não tenho registros musicalmente ao vivo mas somente sua carga emocional faz com que cada pedacinho de mim seja preenchido com bem-estar.

sábado, 4 de outubro de 2008

34

Não crio vergonha na cara, não tem jeito. E ainda continuo a me iludir achando que usarei horas do meu dia pra escrever... Decadente!